tobor e o amanhecer antecipado em seu dia.

vida simples, pensamento elevado.

quarta-feira, setembro 2

E pra donde vai?

ao não ter o que escrever
penso em puro escrever
o que nada dá pra saber
e finalmente me permitir
ser o que ser e viver pra saber
que nem sempre há algo para escrever
tão bem quanto escrever
algo sem saber

segunda-feira, julho 13

poema da casa

acabo de limpiar la casa
y estava pesando en ti
en como mi amor se divide en habitaciones
y cuando te tengo soy cama, mesa y baño
y cuando te quiero soy cocina, patio y sala
y cuando te sueño soy ventanas, portas y entradas
y cuando te beso soy luz, pura luz
cuando te amo soy casa, comida y ropa lavada

quinta-feira, junho 4

Cidadão do Mundo

O Quelyno fez um poema pra mim. Num sei nem o que dizer. Divertidíssimo. ahhahahaha

João Faissal é cidadão do mundo
Cria uma produção singular
Agora ele produz na Espanha
Mas, já produziu no Brasil e Canadá

A Paraíba deu um vacilo
E João foi pra Europa criar
Apresentar seu trabalho
A quem sabe valorizar

"Não é mentira minha"
Nem tão pouco de Ivaldo
Só quem faz como João
É o publicitário renomado


--
Quelyno Souza

sábado, abril 25

poemas para uma bela

-- dois --
uma jubarte de asas
coisas com traças
livros sem algumas letrinhas
uma flor num vasinho
um certo olhinho
coqueiros altos
baixos baixos
toc-toc na barriga do elefante
e eu me espaço, me universo, me entrelaço
até a esquina do horizonte

-- um --
eu digo é que digo tudo assim, meio de lado
meio preci-necessário
que tudo sem pressa
na calma do dia
calada noite preta
um beijo em teta
outro em testa
menina regressa
que já chego de vez

-- zero --

domingo, fevereiro 1

Ei Balão! Tou de oi aí, viu?

A Confraria dos Flanelinhas do Brasil (AKA: CFB), declarou semana passada que entrará em greve.

A declarada classe está insatisfeita com tal fardamento ditado em lei. A coisa tá braba. Os flanelinhas unidos querem mudança já. A greve está tomando dimensões inesperadas: pessoas não mais encontram vagas em estacionamento, moedas se acomulam feito areia nos painéis de plástico dos carros e as senhoras mais descuidadas estão batendo nos carros enquanto dão ré. A coisa tá braba, tá brabíssima. Com grande polêmica na cidade, os Flanelinhas ocuparam a Câmara para ditar novas regras. Eles querem acabar com essa história de que Flanelinha tem que trabalhar com uma flanela. Causadora de calos horrendos na mão, "a flanela é um tipo de fardamento extremamente inútil", diz Maurício "Galego", o famoso assobiador da Avenida Central.

As devidas autoridades não sabem o que fazem. A oposição, que diga-se de passagem é uma merda - o Supremo Tribunal das Causas Justas e dos Padroeiros de Santa Benedita - está criticando a greve dizendo que não faz sentido. Eles questionam o fato de que, sem a flanela, os Flanelinhas não deviam se chamar assim e por assim sendo, não existiriam! Pois assim essa greve não existiria, pois os próprios grevitas não existiriam. E assim afirmando, eles fecham os ouvidos, tapam os olhos e se calam num canto escuro de uma sala do Senado. Grandes filhos da puta. Pois a classe unida da Confraria dos Flanelinhas do Brasil não aceitará isso e o caos vai tá formado. O mundo vai cair. E eu vou assistir à isso tudo, atônito.